Advogados free-lancers em redes sociais

O facebook já não é apenas a rede social mais famosa do mundo, de um tempo pra cá, ele virou também um tribunal, onde há advogados de defesa, advogados de acusação, promotoria, jurados, só não há nenhum juiz, na verdade há vários.
Ah, esqueci do principal, os réus.
Refiro-me às brincadeiras que fazem acerca de algumas celebridades, principalmente àquelas que estão mais em evidência, estejam elas vivas ou mortas, como no caso da vencedora de 6 prêmios nessa última edição do Grammy, Adele e a recém falecida Whitney Houston.

Com a popularidade dos famosos e irritantes Memes, o Facebook virou um circo   de palhaçadas e humor tanto besta quanto negro, confesso que o humor negro me atrai mais, mas paciência tem limite.

Voltando no caso das celebridades evidenciadas. Postam por exemplo uma foto da Adele segurando um cachorro e no texto diz assim: “sai gente, eu que achei… hj vai ter hot dog”.

Logicamente nunca se preocupam com regras gramaticais, enfim. A pessoa posta uma brincadeira dessa e começam os comentários, muitos achando a brincadeira ótima e muitos ficam revoltados quando zoam suas divas, musas, rainhas e qualquer outro adjetivo que as coloquem em um pedestal.

Há os que falam a real, ou o mais parecido com o fato da real situação da foto, há os que se chateiam com a brincadeira da imagem e há os que se magoam com o que os que falam a real nos comentários. Eu mesmo me encaixo na categoria dos que falam a real, sempre com uma opinião que não agrada aos alienados e fanáticos de plantão.

Podem ter certeza de que a Adele, Madonna, Lady Gaga, Mariah Carey e demais artistas não ligarão pra essas coisas. Whitney Houston, Michael Jackson, Amy Winehouse e outros mortos com certeza não vão ligar, pois já se foram.

Falar com fanáticos de uma determinada “celebridade” é o mesmo que conversar com um religioso fanático de mente fechada, independente do credo, ele não vai conversar, vai impor o que ele acredita ser a verdade absoluta sem ouvir a sua opinião ou crença.

Você que é fanático, calma! Se gosta do trabalho de alguém, sabe que a pessoa manda bem no que faz, pra que se irritar com essas brincadeiras? Seja fã e não um completo imbecil que fica nervoso quando brincam com seu olimpiano, você também brinca assim com os outros de que não gosta, logo, não seja hipócrita. Só não vale brincar com a mãe, isso é golpe baixo e magoa mesmo.

A internet é isso, hora vamos ver o que gostamos, hora veremos o que nos irrita, temos que ter consciência de que cada um tem seu gosto e sua preferência. Impor algo é como bater a cabeça numa parede de três metros de comprimento, ou seja, você só vai se foder, com o perdão da palavra!

Elas voltam, as cores!

Vivemos, infelizmente, no atual mundo do ‘fast’, em que tudo  acontece de forma rápida para não perdermos tempo, pois com essa enchurrada de compromissos que somatizamos ao longo do dia, deixamos de lado e simples prazer de rir.

Apagados e estressados, podemos nos rotular dessa maneira. Esse maldito frenesi metropolitano faz com que nossa essência infantil e lúdica apague, nos tornando suscetíveis à amargura e à chatice, perdemos as cores. Estamos monocromatizados e podemos perceber isso nas pequenas atitudes ao decorrer do dia. Não damos ‘bom dia’, não pedimos licença e malemá dizemos ‘obrigado’.

Mas graças a alguém ou alguma coisa, nos deparamos com coisas inusitadas que nos levam a crer que nem tudo foi monocromatizado, que o preto, o chumbo, o grafite e o concreto podem ser substituídos por rosas, amarelos, lilázes, verdes e azuis. Basta o simples ato de sorrir, sim, sorrir com vontade. Abaixo ao sorrisinho falso e hipócrita. Sorria de verdade, feito uma criança que ganha um chocolate da avó, de um menino que ganha sua bola ou de uma menina que ganha sua primeira casinha de bonecas.

Sorria sem compromisso, role de rir, fique vermelho e com dores, aquelas gargalhadas que nos fazem chorar de rir, esqueça se você faz careta quando gargalha. O que importa é seu sentimento, liberte-se!

Nesse domingo (05/06) redescobri exatamente isso: O rir descompromissado, o emocionar apenas pela emoção, um palhaço brincando de bola.

Entrei no Universo Casuo, um espetáculo fantástico, produzido por Marcos Casuo, que durante anos trabalhou no respeitado e criador de tendências Cirque du Soleil. Casuo decidiu sair da companhia para montar sua própria aqui mesmo, no Brasil.

O espetáculo promete música, performance, humor e poesia. Realmente a promessa foi cumprida. Jean Francua e os habitantes do Universo Casuo garantem o espetáculo que traz ao nosso mundo preto e branco, muitas cores, alegrias e emoções.

“Costumo dizer que já nasci palhaço. Era assim que minha ‘vozinha’ me chamava aos quatro anos. Ela jamais imaginaria que aquele apelido pudesse mudar minha vida.”

Marcos Casuo

Confesso com uma certa tristeza de que nunca fui ao circo quando criança, sempre tive vontade porém, não fui. Mas hoje pude descobrir um pouco do circo e muito da magia que nele há, obrigado.

E podem ter certeza de que elas voltam, as cores!

Esse espetáculo eu faço questão de divulgar. :D

INFORMAÇÕES
Universo Casuo Show
Sábados e Domingos às 16h no Teatro Procópio Ferreira
Curtíssima temporada, até dia 26/06/2011
Endereço: Rua Augusta, 2823 – São Paulo
Telefone: 11 3083-4475

Ingressos pelo
www.ingressorapido.com.br
www.maodevacabrasil.com.br (Site de compra coletiva, pode confiar, comprei por ele também.)

Pra quem for, bom espetáculo.
Sorriam sempre, precisamos e merecemos esse prazer.

À Moda do Crime

O que eu acho mais legal no Brasil é que as coisas, por mais malévolas e sanguinárias que sejam, acontecem por modismo, por época.

Em meados dos anos 90, a coqueluche criminal do momento era fazer arrastão na praia. Os notíciários fritavam sob o sol das costas litorâneas para registrar um arrastão, época boa de repórteres bronzeados, da cor do pecado.

Mais ou menos em 2002 o grito da moda criminal eram os temidos sequestros relâmpagos, não podíamos nem sair pra comprar pão na padaria que um Opalão preto parava em nossa frente e três distintos cavalheiros nos arrastavam pra dentro do possante a fim de nos levar ao primeiro caixa eletrônico para sacarmos nosso miserável salário, e aí, nos deixavam nas ruas novamente, talvez até mais perto da padaria. Ah, mas depois os sequestros relâmpagos ficaram mais sofisticados, eles cresceram, alcançaram a maturidade e até invadiram a casa do tio Silvio Santos.

Mas hoje há uma nova moda, sim senhor, esqueçam os tempos dos roubos refinados e inteligentes como os dos vilões de 007. Voltamos para 1800 e lá vai bolinha, quando os EUA estavam crescendo em volta de suas RailRoads, o roubo à banco naquela época era exatamente o que está acontecendo hoje. Na base da dinamite, estamos retornando à tempos áureos da história, quem diria hein!

Seria tão mais romântico se esses assaltos fossem como os de Bonnie & Clyde.

Bonnie com seu charme feminino e Clyde com sua metralhadora automática com aquele tambor aterrorizante. Ao menos ficariam mais bem apanhados nas páginas dos jornais.

Minha cutucada, de leve:

Para evitar que esses bandidinhos pés-de-chinelo levem todo o dinheiro pra casa, os bancos adotaram um sistema de que quando o caixa eletrônico é forçado, por exemplo, com uma explosão, o caixa solta uma tinta que mancha todas as cédulas. Funciona?

Veja bem, funcionar até que funciona, mas veio um paspalho do Banco Central do Brasil e disse que as notas só devem ser detidas se estiverem mais de 50% manchadas.

Do que um cidadão desse merece ser chamado? No mínimo de “burro”.

Logicamente que o BC lançou nota em 18/05/2011, dizendo que: “A população e o comércio devem recusar o recebimento de notas do Real marcadas”.

Ao invés de colocar tinta, deveriam colocar gás sonífero, assim os aspirantes à Homens-Bomba dormiriam feito anjinhos até os “homi” chegarem. Fica a dica.

 Cuidado, evite caixas eletrônicos a noite, nas madrugadas, pois ele pode voar e te leva junto no passeio.